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domingo, 25 de fevereiro de 2018

(Des)acordo



Inês Lourenço
citada por António Barahona
in Raspar o fundo da gaveta e enfunar uma gávea,
Lisboa, Averno, 2011

sexta-feira, 29 de maio de 2015

DA ORTOGRAFIA NOVA, DIZEM


Passo a passo o gandulo
Ainda bota acento no cú
Perante os espetadores
Que dizem ah para os lados de chelas
Ou fazem oh
Chegados a s. bento
O estilo
(cagança semiótica)
Vai além da gravata
Ou fralda de fora
Ser côxo é outro modo
De caminhar entre a arrogância
É tudo uma questão de bons-dias


Nunes da Rocha, Sabão Offenbach,
Lisboa: &etc, 2015

sexta-feira, 29 de março de 2013

NOTA


A beleza da língua portuguesa provém das suas raízes (latina, grega e árabe), da dicção do povo e da invenção dos poetas, os três factores fundamentais que hoje, tal como hontem, pretensos reformadores assassinam e desfiguram.
Não se estranhe, portanto, neste livro, como, aliás, em todos os nossos livros, grafias diferentes da que, erradamente, se tornou quase comum. 
Guia-nos o critério biológico e estético de Teixeira de Pascoaes e, nele inspirado, algumas palavras, principais ou nucleares, escrevêmo-las com recurso à etymologia genética e tendo sempre em conta a sua conduta musical.
A ortografia é uma arte subtil (variável conforme o contexto), que complementa as artes da caligrafia e da leitura.


António Barahona, As Grandes Ondas,
Lisboa: Averno, 2013


sábado, 8 de dezembro de 2012

Deportado pelo novo regime
ortográfico, nesta vergonha
de ser-se um involuntário
num caminho que nem

a Roma conduzirá, nem
proveito algum ou sabedoria
se lhe extrairá no fim. Sim,
expulso do coração da fala.



Paulo da Costa Domingos, Averbamento,
Lisboa: &etc, 2011

sexta-feira, 27 de abril de 2012