[...]
     E o texto escreve, na fímbria desse desejo,
que
as vozes dos pássaros e dos cães,
os espongiários do mal-estar,
e a alegria de acordar sobre o alpendre  com o corpo iluminado,
é quanto basta para haver manhã.

     Sem que o medo do fim que vem depois, e nos deixa sozinhos com a chama da vela na paisagem.



Maria Gabriela Llansol, Lisboaleipzig 2 - o ensaio de música,
Lisboa: Rolim, 1994

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