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Quando te vês ao espelho é o que não vês
a farsa da piedade
e da contrição.
Estou tão cansado, cão.
Não acendas nada, apaga
a sombra do candeeiro, a paz,
a viseira do costume. A lapela do casaco
ressoterrada de lume.



Joaquim Manuel Magalhães, "Cão de cego", Sloten,
com desenhos e fotografias de Rui Sanches,
Lisboa: Europália, 1991
 

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